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Tem poeira? Pode explodir!

Pó também causa explosão: Açúcar, chocolate, gesso, poeira podem causar risco de explosão em sua empresa.

 

Formação de atmosfera explosiva por pós combustíveis

A ocorrência de atmosferas explosivas é mais facilmente compreendida quando citamos exemplos de instalações da indústria química e petroquímica, onde os produtos são inflamáveis e permitem rápida associação com eventos de incêndios e explosões. Uma dificuldade maior é encontrada quando se tenta explicar para um leigo que, por exemplo, um punhado de leite em pó pode formar uma atmosfera explosiva, e que sob determinadas condições, pode resultar numa explosão.

Para que aconteça uma explosão com pó, é necessária a presença simultânea de uma fonte de ignição e uma atmosfera explosiva. Podemos resumidamente dizer que uma atmosfera explosiva de pó é formada por uma determinada concentração de partículas em suspensão.

A maioria dos grãos é suscetível de desenvolver um processo rápido de combustão quando o tamanho das partículas for suficientemente pequeno e houver uma fonte de ignição presente.

Sob confinamento, tal combustão adquirirá condições para originar uma explosão, produzindo gases quentes que, por sua vez, geram um rápido aumento de pressão no recinto.

O processo de formação de atmosfera explosiva por pós combustíveis é completamente diferente em relação ao dos gases inflamáveis. Enquanto os gases inflamáveis, ao serem liberados para a atmosfera, difundem-se facilmente, buscando formar uma mistura homogênea, as partículas de pós tendem a se assentar, resultando em acumulações na forma de montes ou camadas.

Incêndios e explosões – As partículas de pó, em contato com fontes de ignição, podem apresentar condições tanto para iniciar incêndios (quando acumuladas em camadas) quanto para iniciar explosões (quando postas em suspensão, acidentalmente, ou mesmo por meio de uma operação “normal”, como a limpeza por varrição).

Se uma nuvem de poeira potencialmente explosiva entrar em contato com uma fonte de ignição suficientemente poderosa (alguns milijoules são suficientes), uma ignição inicial será produzida. Esta é chamada de explosão primária, que geralmente se desenvolve com velocidade subsônica (deflagração), gerando um considerável volume de gases quentes que desenvolverão uma onda de pressão. Com isso, a poeira depositada nas proximidades entra também em suspensão, dando origem a uma nova nuvem de poeira à frente da chama, que agora passa a ser a fonte de ignição dessa nova nuvem (mistura inflamável). O processo se repete, produzindo uma sequência de várias explosões secundárias, liberando energia de forma crescente, que poderão ter como consequência a devastação da planta inteira.

Fatores que influenciam o processo – Para que se produza uma explosão de pó, devem concorrer simultaneamente as seguintes condições:

  • Pó combustível em suspensão, com baixo teor de umidade
  • Concentração da nuvem acima do limite inferior de explosividade (LIE)
  • Partículas de tamanho conveniente
  • Ar (oxigênio) presente
  • Fonte de ignição com energia suficiente

Com relação à fonte de ignição, pode-se afirmar que é mais difícil se iniciar uma explosão de pó que uma inflamação de gases ou líquidos inflamáveis, porque a energia necessária para ignição dos pós é mil vezes superior (da ordem de mJ) à dos gases inflamáveis (da ordem de mJ).

As operações desenvolvidas nas indústrias que processam pós, por exemplo, os ramos de processos, armazenamento de grãos, alimentícia, farmacêutica, siderurgia, entre outras, merecem atenção especial, pois, embora aparentemente “inofensivos”, sob determinadas condições, os pós podem gerar explosões de considerável magnitude, atingindo comunidades vizinhas.

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Fonte: Revista Química.com.br