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Porque bueiros explodem?

140519_Redes_Subterraneas-600O risco de explosão em redes subterrâneas

A notícia que mais tem despertado a preocupação dos cariocas diz respeito às explosões em “bueiros”, como são popularmente conhecidas as câmaras transformadoras (CT) e caixas de inspeção (CI), da concessionária de energia elétrica Light. Dentre as consequências temos: tampas de ferro fundido com cerca de 400 quilos lançadas a até 4 metros de altura, emissão de fumaça, interrupções de serviço afetando vários consumidores, interdição de vias e queimaduras graves em pedestres.

Estas explosões não são novidade no Rio de Janeiro. No ano 2000, foram registradas cerca de 15 explosões em bueiros, de modo que pelo menos desde aquela data já deveríamos ter sido apresentados a um plano de ação para resolver o problema. O tempo foi passando, outras explosões foram registradas em vários bairros, até testemunharmos um novo ciclo de explosões, quase 20, em 2010.

Podemos dizer que várias categorias profissionais estão expostas a estes riscos:

  • Eletricitários – Em Nova York, em 09/10/08, um empregado da concessionária morreu após ter ingressado em um bueiro para efetuar serviços de reparos. Foi notado um zumbido, a emissão de fumaça preta e logo a seguir veio a explosão que o matou dentro do bueiro.
  • Policiais – Em 13/09/08 dois policiais se aproximaram de um bueiro que explodira na Rua Raul Pompeia, em Copacabana, e uma segunda explosão ocorreu, arremessando um deles contra a grade de um prédio.
  • Bombeiros – Em 26/02/10, na Rua Domingos Ferreira, em Copacabana, ao abrirem um bueiro, o localizado no lado oposto da rua explodiu.

A dinâmica da explosão

Podemos dizer de forma simplificada que, para termos uma explosão, necessitamos da presença simultânea de dois fatores: uma atmosfera com características de explosividade e uma fonte de ignição com a energia necessária. Uma atmosfera adquire características explosivas quando apresenta uma determinada concentração mínima de gases inflamáveis ou pós combustíveis em suspensão. No caso, cada gás inflamável ou pó combustível possui sua concentração mínima característica, chamada de LIE – limite inferior de explosividade. No caso das redes subterrâneas, não é provável haver presença de pós combustíveis, de modo que o principal cenário é a concentração de gases inflamáveis.

Porém, o gás da concessionária pode não ser a principal fonte de emissão: estudos americanos apontam que o isolamento dos cabos elétricos, ao ser deteriorado por temperaturas acima das recomendadas pelos fabricantes, libera gases inflamáveis que podem ficar acumulados nos dutos e caixas. Dessa forma, o curto-circuito resultante seria a fonte de ignição capaz de promover a explosão.

O evento de explosão na rede de distribuição subterrânea pode ser ilustrado utilizando-se a topologia típica ilustrada na figura 1, em que uma falta ocorrida nos dutos promoveria a ignição dos gases acumulados e, a partir da primeira explosão, uma série de explosões avançaria até encontrar a caixa mais próxima. Devido à pré-compressão, a energia liberada nesta explosão na caixa seria maior que a inicial ocorrida no duto, resultando no arremesso da tampa.

Dependendo da geometria da rede e volumes de gases envolvidos, outras caixas poderão sofrer também os efeitos da propagação das explosões e serem lançadas as tampas.

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Estes fatos deveriam ensejar por parte da empresa a contratação de especialistas para identificar as causas e, dessa forma, por fim às ocorrências de fogo, gás e explosão em sua rede de distribuição.

Enquanto a concessionária de eletricidade se limitar a culpar a concessionária de gás por supostos vazamentos, que, por sua vez, são negados, o problema não terminará.

Com a devida análise de engenharia, é possível chegarmos até ao desenvolvimento de um modelo matemático que permita uma atuação planejada, eliminando-se as causas dos eventos em bueiros. A imagem da cidade, a segurança e a tranquilidade de sua população estão sendo seriamente prejudicadas com a exposição a estes eventos, de modo que a solução do problema deve ser tratada com prioridade.

A Fratex age com rapidez na regularização de não conformidades e provê soluções que vão prontas para a obra: material com especificação certa, junto com a mão-de-obra treinada, assim nossos clientes têm a certeza de que as normas serão atendidas.

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Fonte: Revista O Setor Elétrico